A Comissão de Tecnologia da Informação da OAB/DF realizou no dia 26/09/2016 debate acerca dos crimes eletrônicos e segurança da informação para advogados. Evento inovador e pioneiro no Distrito Federal, pois pouco se fala em segurança digital nos escritórios de Advocacia.
O referido assunto nos faz repensar se investimos adequadamente em segurança digital. Pouquíssimos escritórios têm a preocupação, por exemplo, de armazenar dados de trabalho fora da estrutura interna do escritório.
Há uma série de cuidados que devem ser tomados tanto pelos escritórios de advocacia quanto pelos clientes.
Pode-se dizer que a “última moda” no mundo crime cibernético é a utilização do ransomware.
Trata-se de um tipo de malware que tem por objetivo sequestrar os dados do computador da vítima. Em seguida é cobrado um valor em dinheiro pelo resgate, geralmente usando a moeda virtual bitcoin, que torna quase impossível rastrear o criminoso que pode vir a receber o valor exigido.
A bitcoin (BTC), é uma unidade monetária online, criada em 2009, e que permite a transferência anônima de valores. Desenvolvida por Satoshi Nakamoto a bitcoin é uma moeda descentralizada, ou seja, não conta com nenhum órgão responsável pelo seu gerenciamento. Dessa forma, as transações de bitcoins são feitas a partir da rede de compartilhamentos P2P (ponto-a-ponto).
O ransonware é o tipo de “vírus sequestrador”, pois age codificando os dados do sistema operacional de forma com que os usuários não tenham mais acesso.
Uma vez que algum arquivo do Windows esteja infectado, o malware codificará os dados do usuário, em segundo plano, sem que ninguém perceba. Quando tudo estiver pronto, emitirá um pop-up avisando que o PC está bloqueado e que o usuário não poderá mais usá-lo, a menos que pague o valor exigido para obter a chave que dá acesso novamente aos seus dados.
A difícil detecção de um ransomware e seus disfarces são os fatores que o tornam tão perigoso. A praga pode infectar o seu PC de diversas maneiras: através de sites maliciosos, links suspeitos por e-mail, ou instalação de apps vulneráveis. O ransomware também pode aparecer também em links enviados por redes sociais, meio muito utilizado para espalhar vírus atualmente.
Em janeiro de 2016, foi descoberto um ransomware brasileiro que emite uma janela parecida com um pedido de atualização do Adobe Flash Player. Quando o usuário clica no link para atualizar, o malware infecta a máquina e em pouco tempo sequestra os dados da vítima.
De maneira geral, não há dúvidas que a internet facilita mais e mais nossas vidas, entretanto, a cada dia que passa estamos ainda mais expostos na rede de computadores. O melhor que podemos fazer é ficar atento, bem informados e sem medo de realizar investimentos na área de segurança digital.
É essencial a utilização de um bom antivírus, assim como não responder e-mails suspeitos que contenham links que direcionem para outros endereços ou que realizem downloads.
Tenha zelo quando for solicitado a fazer um login online. Certique-se de que o site é verdadeiro e nunca compartilhe sua senha nem a envie por e-mail.
Por fim, lembre-se que suas mídias removíveis e smartphones guardam dados sensíveis e podem ser roubados ou perdidos, por isso todo o cuidado é pouco.
eduardo.bezerraadvocacia@gmail.com
Fontes:
