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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Indicação de leitura: Presos que menstruam

A vida nas prisões ao contrário da série Netflix (Orange is the New Black) não é uma comédia. É algo inimaginável para quem nunca foi a um presídio. 

Deixamos de lado nossa própria humanidade quando esquecemos a humanidade de nossas infratoras e de seus bebês. Sem sombra de dúvidas quem perde com isso é a nossa sociedade! 

Mais do que um livro ou retrato jornalístico, Nana Queiroz conseguiu ouvir e dar voz a essas mulheres e suas famílias, vítimas de um sistema prisional ultrapassado.

O livro retrata a triste realidade do sistema prisional feminino e a sua precariedade, assim como as torturas, privações e os dramas vividos pelas detentas e seus familiares. 

"Para o Estado e a sociedade, parece que existem somente 440 mil homens e nenhuma mulher nas prisões do país. Só que, uma vez por mês, aproximadamente 28 mil desses presos menstruam." (Heidi Ann Cerneka). 

Excelente leitura para os operadores do direito, bem como para os que desconhecem a realidade de nossas penitenciárias. 

Nana Queiroz é autora do livro Presos que menstruam (Editora Record, 294 páginas, R$40), diretora executiva da Revista AzMina e criadora do protesto "Eu não mereço ser estuprada".

RAIO X DAS PRISÕES FEMININAS 

Os dados mais recentes do Ministério da Justiça, de 2013, mostram que: 

36.135 mulheres estão presas no Brasil;
22.666 é a capacidade do sistema; 
13.469 em superlotação; 
3.478 funcionários monitoram toda essa população; 
647 estão presas em locais inadequados, como delegacias ou cadeias públicas;
54% identificam-se como negras ou parda; 
747 são estrangeiras; 
67% não completaram o ensino médio; 
60% respondem por tráfico de drogas; 
60% não têm parceiro em relação estável; 
6% respondem por crimes violentos contra pessoas; 
345 vivem no sistema penitenciário brasileiro hoje; 
4 a 8 anos é a media das penas cumpridas; 
18 a 24 é a faixa etária mais comum.